Após dois anos de forte crescimento das vendas externas, o setor de máquinas e equipamentos atinge o equilíbrio de sua balança comercial, com leve vantagem das exportações sobre as importações.
As exportações bateram recorde histórico. Chegaram a um total de US$ 6,841 bilhões, o que representa um crescimento de 38,5% sobre 2003. Já as importações atingiram US$ 6,836, com aumento de 18% sobre o total importado em 2003.
Ao analisar os dados, o presidente da Abimaq, Newton de Mello, enfatizou o esforço do fabricante brasileiro de máquinas e equipamentos que, após a desvalorização cambial de 1999, foi à busca do mercado externo e da competitividade necessária , contribuindo para a conquista de relevância do setor, que é o segundo maior exportador industrial brasileiro.
"Outro fator que contribuiu para a elevação das exportações foi a cotação do dólar em 2003 até meados de 2004, auferindo competitividade às máquinas produzidas pela indústria local em mercados onde o preço é importante. Além disso, contamos com a reativação da indústria nos Estados Unidos e Europa, e grande penetração em países da América Latina, como México e Argentina, onde a recuperação da indústria ajudou bastante. Para se ter uma idéia, houve um crescimento de 77% das exportações para o país vizinho", afirma.
Newton de Mello destacou também a questão do aprimoramento tecnológico, que conferiu um nível de qualidade bastante elevado aos bens de capital mecânicos, possibilitando o expressivo crescimento das exportações, por dois anos consecutivos.
Segundo o dirigente empresarial, os principais destinos das exportações demonstram o grau de competitividade e desenvolvimento tecnológico alcançado pelas máquinas e equipamentos produzidos pela indústria local. Os Estados Unidos lideram com compras da ordem de US$ 1,814 bilhão, seguido pela Argentina (US$ 816 milhões), Alemanha (US$ 486 milhões), México (US$ 479 milhões) e Reino Unido (US$ 331 milhões).
Os segmentos que mais contribuíram para o total das exportações foram o de máquinas rodoviárias (US$ 1,086 bilhões e crescimento de 93,25%), o de compressores (US$ 618 milhões - 14,04%), máquinas agrícolas (US$ 536 milhões - 63,74%), bombas (US$ 367 milhões - 66,52%) e transmissão mecânica (US$ 232 milhões - 58,65%).